O ISAF participa na Conferência Mundial da Medicina Tradicional 2026
A Conferência Mundial da Medicina Tradicional 2026 teve lugar no Centro Nacional de Convenções de Pequim, nos dias 17 e 18 de Outubro de 2026. O Presidente do Instituto para a Supervisão e Administração Farmacêutica (ISAF), Choi Peng Cheong, foi convidado a participar no evento e proferiu uma palestra no Fórum sobre Regulamentação de Medicamentos Tradicionais, Inovação e Desenvolvimento Industrial, com o tema “Reforçar a construção do sistema de supervisão farmacêutica, desempenhar o papel de interligação interna e externa e impulsionar a internacionalização da medicina tradicional chinesa”.
A conferência sob o tema “Capacitação Tecnológica e Desenvolvimento Integrado: Promover a Medicina Tradicional para Todos” foi organizada conjuntamente pelo Governo Popular do Município de Pequim, pela Comissão Nacional de Saúde, pela Administração Nacional de Medicina Tradicional Chinesa e pela Administração Nacional de Produtos Médicos e co-organizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O evento contou com milhares de participantes, incluindo representantes de mais de 90 países e regiões do mundo, bem como especialistas, académicos, membros do Governo e representantes de organizações internacionais da área da medicina tradicional do Interior da China e do exterior.
Promover a sinergia e a padronização global dos medicamentos tradicionais através da ciência regulatória
No Fórum sobre Regulamentação de Medicamentos Tradicionais, Inovação e Desenvolvimento Industrial, o Subdirector da Administração Nacional de Produtos Médicos, Yang Sheng, referiu no seu discurso que a Administração Nacional de Produtos Médicos continua a aprofundar a reforma e acelerar a construção de regulamentos e do sistema de supervisão que correspondam às características da medicina tradicional chinesa. Para além de persistirem nos requisitos básicos de supervisão de medicamentos modernos, ponderaram-se plenamente as características da medicina tradicional e elaboraram-se disposições específicas, tais como a gestão do registo de medicamentos tradicionais chineses, a gestão de normas dos medicamentos tradicionais chineses e a supervisão e administração da produção de medicamentos tradicionais chineses. Asseguram a abordagem de supervisão de toda a cadeia e de todo o ciclo de vida e promovem activamente o desenvolvimento sinérgico da produção e da supervisão inteligentes da medicina tradicional chinesa. Além disso, participaram activamente na elaboração da farmacopeia internacional. O Subdirector Yang Sheng apresentou as seguintes quatro iniciativas: 1. Reforçar a supervisão da segurança, garantindo, com uma regulação de alto nível, a qualidade e segurança dos medicamentos tradicionais; 2. Aprofundar a colaboração regulatória, promovendo o intercâmbio internacional de medicamentos tradicionais através da articulação de normas; 3. Assegurar os princípios fundamentais, adoptando proactivamente novas tecnologias e ferramentas, como inteligência artificial e megadados, para desenvolver a ciência regulatória de medicamentos; 4. Reforçar a protecção de conhecimento em termos de propriedade intelectual, fomentando o intercâmbio sobre a civilização da medicina tradicional.
O Subdirector da Administração Nacional de Produtos Médicos, Yang Sheng, discursa no Fórum sobre Regulamentação de Medicamentos Tradicionais, Inovação e Desenvolvimento Industrial
Reforçar a supervisão e a interligação interna e externa para promover o desenvolvimento de alta qualidade e a internacionalização da medicina tradicional chinesa
O Presidente do ISAF de Macau, Choi Peng Cheong, foi convidado para proferir um discurso temático no Fórum sobre Regulamentação de Medicamentos Tradicionais, Inovação e Desenvolvimento Industrial, tendo referido que o papel da medicina tradicional no sistema de saúde global tem sido cada vez mais valorizado e que Macau, com base na sua própria experiência, promove o desenvolvimento de alta qualidade e a internacionalização da medicina tradicional chinesa em três vertentes: Em primeiro lugar, reforçar o sistema de supervisão farmacêutica mediante a implementação da “Lei da actividade farmacêutica no âmbito da medicina tradicional chinesa e do registo de medicamentos tradicionais chineses” e das “Boas práticas clínicas de medicamentos”, aperfeiçoando-se assim o sistema de supervisão e administração e de serviços ao longo de toda a cadeia. Em segundo lugar, fortalecer a “interligação interna”, articulando os recursos do Interior da China em investigação científica, ensaios clínicos e indústria com as vantagens do regime e da plataforma de Macau e introduzindo em Macau preparados hospitalares de medicina tradicional chinesa do Interior da China para utilização clínica, bem como a promoção do modelo “registo em Macau + produção em Hengqin”, criando condições favoráveis à transformação e industrialização dos resultados da investigação em medicina tradicional chinesa. Em terceiro lugar, alargar a “interligação externa”, assumindo o papel de “interlocutor de precisão”, estabelecendo pontes com as autoridades reguladoras farmacêuticas de países de língua portuguesa, da ASEAN e dos países envolvidos na iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota”, apoiando a internacionalização dos produtos de medicina tradicional chinesa, não apenas para “expandir para o exterior”, mas para “integrar-se no exterior”. No futuro, Macau continuará a desempenhar o seu papel de “interligação interna e externa”, reforçando a sua capacidade de supervisão científica e contribuindo para o desenvolvimento global da medicina tradicional e para o bem-estar da saúde mundial.
O Fórum sobre Regulamentação de Medicamentos Tradicionais, Inovação e Desenvolvimento Industrial realizado na Conferência Mundial da Medicina Tradicional 2026
O Presidente do ISAF de Macau, Choi Peng Cheong, a proferir o discurso temático no Fórum sobre Regulamentação de Medicamentos Tradicionais, Inovação e Desenvolvimento Industrial
Estiveram também presentes no fórum os representantes da Agência Europeia de Medicamentos, Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos da América, Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Brasil, Agência Africana de Medicamentos, Agência de Supervisão de Medicamentos da Indonésia, Agência Malaia de Medicamentos, Departamento de Saúde de Hong Kong, Comissão da Farmacopeia Chinesa, Comissão da Farmacopeia Europeia e da Comissão da Farmacopeia dos Estados Unidos da América, entre outros, para a realização de intercâmbios e trocas de ideias aprofundadas sobre temas como o registo internacional e a articulação de normas dos medicamentos tradicionais, a construção e as estratégias regulamentares das normas internacionais dos medicamentos tradicionais, a supervisão da qualidade dos medicamentos tradicionais após a sua comercialização e a farmacovigilância.
Convidados do Fórum sobre Regulamentação de Medicamentos Tradicionais, Inovação e Desenvolvimento Industrial da Conferência Mundial da Medicina Tradicional 2026
A Conferência Mundial da Medicina Tradicional 2026 anunciou ainda a criação da União Mundial de Medicina Tradicional e publicou vários documentos relevantes sobre os resultados obtidos, incluindo a “Iniciativa de Pequim para a Protecção e a Utilização Sustentável dos Recursos de Plantas Medicinais Tradicionais” e o “Relatório sobre o Desenvolvimento Global da Medicina Tradicional Impulsionado pela Inteligência Artificial (2026)”, bem como a acção “Nova Era de Shennong a Provar as Cem Ervas” e o progresso do grande projecto específico “As Quatro Doenças Crónicas”.
